Viagem Literária

Apenas uma maneira de despejar em algum lugar todas aquelas palavras que teimam em continuar saindo de mim diariamente.

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Location: Porto Alegre, RS, Brazil

Um gaúcho pacato, bem-humorado e que curte escrever algumas bobagens e algumas coisas sérias de vez em quando. Devorador voraz de livros e cinéfilo assumido. O resto não interessa, ao menos por enquanto.

Monday, June 22, 2009

Hay que twittar.

Juro que até agora não tinha entendido direito o propósito desse tal de Twitter. Sei que é a maior febre da internet, que todas as celebridades estão aderindo e que é um negócio onde não se pode escrever mais do que 140 caracteres a cada vez. Mas nunca soube para o que serve. Não compreendia a razão de colocar na internet o que se está fazendo a cada novo instante.

No entanto, hoje o Twitter é algo muito mais forte do que um instrumento para alguns pensamentos fúteis de gente sem nada na cabeça. Para o receio dos críticos dos avanços do mundo virtual, essa rede (ou sei lá como se chama) que hoje já atinge milhões é uma das principais ferramentas para o grupo que tenta promover uma revolução no Irã, após a suposta fraude na reeleição de Ahmadinejad.

O governo do atual presidente bloqueou todas as comunicações realizadas através dos computadores, em uma tentativa de reprimir a dimensão da revolta ocorrida no país. Ahmadinejad e sua galera, porém, esqueceram o Twitter. Desde que as manifestações tiveram início e surgiram os boatos da fraude, essa ferramenta tem sido o maior canal pelo qual a juventude do país conta ao mundo o que está acontecendo no Irã.

Essa é uma revolução que não deve ser menosprezada. E não estou falando da revolução política que um grupo tenta impor nesta nação oriental. Falo da revolução que está dando imenso poder a essa rede chamada internet, através de seu filho Twitter. Hoje, no Irã, o Twitter está substituindo rifles e espingardas como a grande arma para a comoção e para a luta. A revolução que acontece por lá está sendo causada não somente com tiros e balas, mas com celulares e mouses.

É natural que a geração mais jovem conteste o que é realizado por aqueles que detêm o poder. Porém, agora , as ferramentas usadas pelos “rebeldes” são novas e, em boa parte, incompreendidas pelos "inimigos". Talvez esta seja a primeira vez que a juventude possui maior domínio sobre as armas que podem fazer a diferença. A flama revolucionária hoje começa à frente de um monitor e com um mouse na mão.

Che Guevara certamente teria muito a dizer sobre isso. Difícil seria fazê-lo em menos de 140 caracteres.

3 Comments:

Anonymous Anonymous said...

TE AMO SILVIO!!!BJO MARIOTTO BONANA

4:00 PM  
Blogger Guilherme said...

Achei seu texto ótimo, é bom saber que os jovens estão usando os recursos como o Twitter, pra alcançar um objetivo maior...Eu tenho acompanhado os noticiários sobre as eleições no Irã e visto cada absurdo... A última é que o policiamento do Irã vão apreender os celulares das pessoas suspeitas pra que não divulguem as maluquices de Ahmadinejad!

parabéns pelo texto
abraços

9:04 PM  
Blogger Paula Salomão said...

Pois é, Sílvio, internet e celular confundindo os mais inábeis e fazendo a revolução.
Belo post.

Beijão

9:29 PM  

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