U2 3D
Lembro da última vez que tinha assistido a um filme em terceira dimensão no cinema. Foi em terreno ianque, na Disney, e o filme era uma versão de Exterminador do Futuro. Isso faz uns dez anos, mas recordo que tinha sido uma experiência muito bacana. Depois, nunca mais.
Eis que o Unibanco Arteplex inaugurou, há duas semanas, a primeira sala com projeção 3D em Porto Alegre. No país todo, são apenas nove ou dez. E, para a estréia aqui na província, um show dos irlandeses do U2 – mais especificamente a turnês deles na América Latina, Brasil incluso.
E o troço é fantástico. Sério mesmo. O efeito de profundidade é absurdamente sensacional. A primeira vez que aparece a bateria de Larry Mullen Jr., filmada de cima, percebe-se a diferença que a tecnologia faz. Não vou tão longe a ponto de dizer que o espectador vai se sentir como no show, porém, garanto: é o mais próximo que se pode chegar disso.
Catherine Owens e Mark Pellington, os diretores, utilizam o recurso de diversas formas, com diversos artifícios. Por vezes, quando o plano mostra o palco a partir da perspectiva do público, as mãos da platéia do show chegam a incomodar, parecendo das pessoas da fileira à frente no cinema. E o momento em que Bono canta o verso “Wipe your tears away” em Sunday Bloody Sunday, esticando o braço para alcançar o rosto do espectador, é genial.
Claro que, passado o deslumbre inicial, o que sobra é o talento de showman de Bono e sua trupe. Após quinze, vinte minutos, o 3D se torna comum, com destaque apenas para momentos específicos. No entanto, vale muito a pena pagar um pouco mais caro para uma experiência como essa.
Mas que fique a lição para cineastas que pretendem utilizar a tecnologia: ela ajuda, mas cansa rápido se o filme não tiver suas próprias qualidades.
Nota: 8.5
Eis que o Unibanco Arteplex inaugurou, há duas semanas, a primeira sala com projeção 3D em Porto Alegre. No país todo, são apenas nove ou dez. E, para a estréia aqui na província, um show dos irlandeses do U2 – mais especificamente a turnês deles na América Latina, Brasil incluso.
E o troço é fantástico. Sério mesmo. O efeito de profundidade é absurdamente sensacional. A primeira vez que aparece a bateria de Larry Mullen Jr., filmada de cima, percebe-se a diferença que a tecnologia faz. Não vou tão longe a ponto de dizer que o espectador vai se sentir como no show, porém, garanto: é o mais próximo que se pode chegar disso.
Catherine Owens e Mark Pellington, os diretores, utilizam o recurso de diversas formas, com diversos artifícios. Por vezes, quando o plano mostra o palco a partir da perspectiva do público, as mãos da platéia do show chegam a incomodar, parecendo das pessoas da fileira à frente no cinema. E o momento em que Bono canta o verso “Wipe your tears away” em Sunday Bloody Sunday, esticando o braço para alcançar o rosto do espectador, é genial.
Claro que, passado o deslumbre inicial, o que sobra é o talento de showman de Bono e sua trupe. Após quinze, vinte minutos, o 3D se torna comum, com destaque apenas para momentos específicos. No entanto, vale muito a pena pagar um pouco mais caro para uma experiência como essa.
Mas que fique a lição para cineastas que pretendem utilizar a tecnologia: ela ajuda, mas cansa rápido se o filme não tiver suas próprias qualidades.
Nota: 8.5
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