Viagem Literária

Apenas uma maneira de despejar em algum lugar todas aquelas palavras que teimam em continuar saindo de mim diariamente.

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Um gaúcho pacato, bem-humorado e que curte escrever algumas bobagens e algumas coisas sérias de vez em quando. Devorador voraz de livros e cinéfilo assumido. O resto não interessa, ao menos por enquanto.

Wednesday, December 28, 2005

KING KONG



KING KONG ****1/2
De Peter Jackson. Com Naomi Watts, Adrien Brody, Jack Black, Thomas Kretschmann, Andy Serkis, Jamie Bell, Colin Hanks e Evan Parke.


27/12/05 – Silvio Pilau

A esta altura, todos já estão familiarizados com o nome de Peter Jackson. Após o monumental sucesso artístico e financeiro da trilogia O Senhor dos Anéis, o ex-gordinho neozelandês tornou-se um dos diretores mais requisitados da indústria cinematográfica. Sabe-se, então que Jackson é capaz de realizar um bom trabalho a partir de um rico material, no caso, a obra de J. R. R. Tolkien. A dúvida ficava sobre o que Jackson poderia fazer com uma história mais comum. Em outras palavras, o diretor conseguiria fazer um bom filme a partir de um roteiro apenas correto? King Kong é a resposta.
Terceira versão da história do gorila gigante, o novo filme, assim como o original, se passa em 1933, durante a Grande Depressão que assolou os EUA após a quebra da bolsa de Nova York. Neste cenário, encontramos Carl Denhan, um diretor contestado que, no desespero de acabar seu último filme, parte para uma ilha desconhecida na companhia de Ann Darrow, uma atriz recém-contratada, e Jack Driscoll, o roteirista. Chegando ao local, o grupo, junto com o resto da tripulação do barco, se depara com uma tribo de nativos que seqüestra a mulher para oferecê-la à criatura que habita a ilha: um gigantesco gorila de 8 metros de altura. Enquanto o resto tenta escapar dos perigos da ilha, Ann e Kong iniciam um improvável relacionamento.
King Kong é um magistral trabalho de direção, que coloca Peter Jackson de vez no rol dos grandes cineastas de todos os tempos. O diretor simplesmente pega uma história sem grandes arroubos de criatividade e entrega um filme espetacular, capaz de arrebatar até o mais cético dos espectadores. Mas vamos por partes.
A verdade é que, mesmo com todas as qualidades (que logo comentarei com maiores detalhes), King Kong tem seus deslizes. O mais óbvio deles é a longa duração. Três horas eram adequadas para cada parte da trilogia O Senhor dos Anéis, pois realmente havia história para contar. Os 180 minutos de King Kong, no entanto, soam como mero capricho do diretor, uma vez que diversas cenas poderiam ter sido cortadas, especialmente no primeiro ato da obra.
Jackson (que escreveu o roteiro junto com sua esposa Fran Walsh e Phillipa Boyens) excede-se desnecessariamente na apresentação dos personagens. Ainda que funcione no sentido de aproximar o público das pessoas vistas na tela e, portanto, tornando mais emocionantes os fatos que se desenrolarão em seguida, este início poderia ser mais objetivo e menos dispersivo.
No entanto, assim que os personagens chegam na Ilha da Caveira, King Kong se transforma, talvez, no melhor filme de ação/aventura desde que o próprio Jackson orquestrou uma obra-prima chamada O Retorno do Rei. A partir do momento em que aquela criança nativa aparece na tela, King Kong acumula uma emoção atrás da outra, culminando no grandioso final no Empire State Building, em Nova York.
O embate entre Kong e os três Tiranossauros na Ilha da Caveira, por exemplo, é o que há de melhor em termos de entretenimento no cinema. Jackson comprova ser capaz de construir uma cena de ação e pegar o espectador pela garganta como poucos outros diretores da atualidade. A seqüência em questão é uma interminável sucessão de adrenalina injetada diretamente na veia do espectador, com Kong e Ann escapando de uma situação perigosa para, em seguida, caírem em outra. Só estes aproximadamente dez minutos já valem todo o preço do ingresso, eu garanto.
É nesta seqüência, inclusive, que está um dos momentos mais belos do filme. Presa entre Kong e um Tiranossauro em uma clareira, Ann lentamente move-se em direção ao gorila, como que reconhecendo seu protetor naquela criatura ameaçadora. É uma cena sutil, mas muito bem realizada, que amarra definitivamente o laço entre os dois personagens.
E, mesmo com todas as impressionantes seqüências de ação, é mesmo a relação entre Ann e Kong o tema central do filme. Na realidade, King Kong é uma belíssima – e improvável – história de amor. Os poucos momentos calmos que os dois compartilham são tão ou mais eficientes do que as cenas de ação, seja o “casal” apreciando um pôr-do-sol na Ilha da Caveira, deslizando sobre o gelo em Nova York (em uma cena maravilhosa) ou nos últimos momentos de Kong no Empire State.
Apesar da relação entre Kong e Ann ser muito bem desenvolvida, o mesmo não se pode dizer das outras tentativas de Jackson. O laço entre Hayes e o jovem Jimmy, por exemplo, apesar de tornar os personagens mais familiares aos olhos do espectador, é nada essencial à trama central. De qualquer forma, o momento em que Hayes explica ao garoto do significado da obra No Coração das Trevas é um dos pontos altos da produção.
Da mesma maneira, a ligação entre a própria Ann e Jack Driscoll não convence. O romance entre os dois acontece de forma rápida e jamais soa natural, apesar das boas atuações de Naomi Watts e Adrien Brody. Watts, aliás, demonstra mais uma vez ser uma das atrizes mais talentosas do momento, pois grande parte de seu tempo em tela é preenchido por “diálogos” com Kong apenas através do olhar.
Já que estou falando das atuações, o maior crédito neste sentido deve ir a Jack Black, que constrói o personagem mais complexo do filme de forma talentosa. Seu Carl Denham consegue esconder, por trás de toda a megalomania, um certo arrependimento após tomar certas atitudes e Black encarna o personagem de forma consciente e comedida.
E, finalmente, chegamos ao grande astro do filme: Kong. Talvez tenha me enganado ao colocar Carl Denham como o personagem mais complexo da produção, pois Kong é, provavelmente, mais bem desenvolvido do que qualquer outro. Em um realismo digital poucas vezes antes visto, inclusive com cicatrizes e marcas no rosto, Kong representa mais do que um monstro, mas uma criatura com sentimentos, que passa por diversas mudanças ao longo da história. E o impressionante é que tudo isso consegue ser transmitido através do olhar do animal, em uma conquista maravilhosa da equipe de efeitos especiais.
Mas se Kong alcança este nível de realismo, o mesmo não pode ser dito de outras partes da produção. Em certas cenas, é visível aquilo que é digital e o que não é, como na debandada do grupo de dinossauros. Ainda assim, não é algo que comprometa o filme. A própria seqüência da corrida dos braquiossauros, apesar dos claros retoques digitais, é tão bem dirigida e empolgante que supera este problema.
Esta vitória de Peter Jackson na direção consegue, inclusive, eclipsar alguns pontos no qual o filme poderia sair prejudicado, especialmente no que tange ao roteiro. Além do já comentado primeiro ato prolixo, King Kong possui uma trama clichê, sem nenhuma surpresa (mesmo para que não conhece a história), diálogos apenas corretos e personagens rasos (ainda que, como já comentei, seja oferecido o suficiente para o espectador se preocupar com eles). E algumas perguntas ficam no ar: como Kong foi transportado da ilha até Nova York naquele navio? Ou de onde Carl Denham tirou o mapa para a ilha?
E antes que alguém venha comentar sobre a inverossimilhança de algumas cenas, rebato com este argumento: quem vai assistir um filme sobre um gorila de oito metros que mora em uma ilha jamais visitada pelo homem junto a alguns dinossauros não pode esperar realismo.
O fato é que King Kong não é um filme perfeito. Talvez esteja longe disso. Mas é, indubitavelmente, um exemplar quase irrepreensível do gênero ação/aventura. Peter Jackson assume de vez o trono outrora ocupado por Spielberg e Lucas como o cineasta capaz de colocar no cinema a magia que ele sempre deveria ter. King Kong é uma obra divertida, emocionante e grandiosa. Ou seja, tudo aquilo que o cinema sempre buscou ser.

4 Comments:

Anonymous Pree said...

ai, ai, ai, ai, tá chegando a hora...
dia 5 já vem raiando meu bem.. e o silvio vai estar de togaaaaa!

uhuuu! é nóis baby!

Beijoca,
Pree

9:49 AM  
Blogger R. Rospy van Spinelli said...

Bah, depois dessa tu merece ficar sem presente de formatura...

3:30 PM  
Blogger R. Rospy van Spinelli said...

Vou comentar alguns trechos dessa tua crítica, que entra numa suposta lista das mais infelizes...

Terceira versão da história do gorila gigante, o novo filme, assim como o original, se passa em 1933, durante a Grande Depressão que assolou os EUA após a quebra da bolsa de Nova York.

Terceira versão? Deve ser a milésima!
Ah, o correto é 'Nova Iorque'.

King Kong é um magistral trabalho de direção, que coloca Peter Jackson de vez no rol dos grandes cineastas de todos os tempos.

Quase cuspi o café que estou tomando após ler essa frase esdrúxula! Só falta tu me dizeres que John Woo está nessa lista...

O diretor simplesmente pega uma história sem grandes arroubos de criatividade e entrega um filme espetacular, capaz de arrebatar até o mais cético dos espectadores.

O diretor pega uma história sem criatividade e devolve exatamente a mesma coisa.
Ah, não me arrabatou nem um pouco. Não fales pelos outros.

A verdade é que, mesmo com todas as qualidades (que logo comentarei com maiores detalhes), King Kong tem seus deslizes.

Porra, isso é evidente. É o que mais tem. Qualquer um percebe isso!

O mais óbvio deles é a longa duração. Três horas eram adequadas para cada parte da trilogia O Senhor dos Anéis, pois realmente havia história para contar. Os 180 minutos de King Kong, no entanto, soam como mero capricho do diretor, uma vez que diversas cenas poderiam ter sido cortadas, especialmente no primeiro ato da obra.

A duração de três horas já foi suficiente para deixar O Senhor dos Anéis um saco, já que não tinha muita história, a maior parte eram cenas de batalhas intermináveis. No King Kong, então, é um absurdo sem tamanho. Parece-me impossível não ficar irritado com aquele início lamentável. Aliás, o filme poderia ter durado uns 20 minutos tranqüilamente...

Jackson (que escreveu o roteiro junto com sua esposa Fran Walsh e Phillipa Boyens) excede-se desnecessariamente na apresentação dos personagens. Ainda que funcione no sentido de aproximar o público das pessoas vistas na tela e, portanto, tornando mais emocionantes os fatos que se desenrolarão em seguida, este início poderia ser mais objetivo e menos dispersivo.

Ah, pára! Funciona para aproximar-nos de personagens absurdamente caricatos e mal interpretados? Só pode ser brincadeira. Ao contrário, aquele início só faz que com sejam odiados os personagens, gerando torcida para que tenham morte sangrenta durante o filme.

No entanto, assim que os personagens chegam na Ilha da Caveira, King Kong se transforma, talvez, no melhor filme de ação/aventura desde que o próprio Jackson orquestrou uma obra-prima chamada O Retorno do Rei.

Grande título, isso é o equivalente a ser o melhor time do Sudão.
Ah, 'chegam à ilha'... atenção à regência!

O embate entre Kong e os três Tiranossauros na Ilha da Caveira, por exemplo, é o que há de melhor em termos de entretenimento no cinema. Jackson comprova ser capaz de construir uma cena de ação e pegar o espectador pela garganta como poucos outros diretores da atualidade. A seqüência em questão é uma interminável sucessão de adrenalina injetada diretamente na veia do espectador, com Kong e Ann escapando de uma situação perigosa para, em seguida, caírem em outra. Só estes aproximadamente dez minutos já valem todo o preço do ingresso, eu garanto.

A melhor cena é uma corrida de brontossauros (ou outro tipo de dinossauro semelhante). Depois disso, nada mais tem impacto. Essa seqüência que tu citas é exagerada e repetitiva, parece uma perseguição de James Bond, em que o 'mocinho' sempre escapa por pouco. Depois da terceira 'quase dentada' na loira, a coisa perde a graça totalmente...
Ah, eu não tive de pagar ingresso e mesmo assim achei que não valeu. Se tivesse pago... bom, não teria pago de jeito nenhum.

E, mesmo com todas as impressionantes seqüências de ação, é mesmo a relação entre Ann e Kong o tema central do filme. Na realidade, King Kong é uma belíssima – e improvável – história de amor. Os poucos momentos calmos que os dois compartilham são tão ou mais eficientes do que as cenas de ação, seja o “casal” apreciando um pôr-do-sol na Ilha da Caveira, deslizando sobre o gelo em Nova York (em uma cena maravilhosa) ou nos últimos momentos de Kong no Empire State.

Exato, e isso mostra mais um erro do diretor, que poderia ter feito algo interessante em relação a esse improvável relacionamento e explorado bem mais a única coisa que gera apelo dramático ao filme. No entanto, a opção é por mostrar uma cena de ação atrás da outra - quase todas gratuitas - deixando de lado o principal. E, mesmo nas cenas em que é abordada a relação entre os dois, há momentos constrangedores de tão patéticos, o que comprova que Peter Jackson é um péssimo diretor de atores (ou os escolhe mal).

Apesar da relação entre Kong e Ann ser muito bem desenvolvida, o mesmo não se pode dizer das outras tentativas de Jackson. O laço entre Hayes e o jovem Jimmy, por exemplo, apesar de tornar os personagens mais familiares aos olhos do espectador, é nada essencial à trama central. De qualquer forma, o momento em que Hayes explica ao garoto do significado da obra No Coração das Trevas é um dos pontos altos da produção.

Por favor, as outras relações são gratuitas e têm a profundidade de uma poça d'água! Essa do garoto é triste de tão vã.
Ah, a família de Joseph Conrad deveria processar os roteiristas por citarem em vão 'O Coração das Trevas'.

Da mesma maneira, a ligação entre a própria Ann e Jack Driscoll não convence. O romance entre os dois acontece de forma rápida e jamais soa natural, apesar das boas atuações de Naomi Watts e Adrien Brody.

Evidente que não convence. A atuação de Adrien Brody é lamentável, só não merece o Framboesa de Ouro porque o concorrente Jack Black é favorito (tu não vais falar sobre isso?). Naomi Watts, é verdade, merece destaque, ela é o grande mérito do filme, se é que há algum.
Ah, e quero saber como O Pianista foi parar em Nova Iorque...

Já que estou falando das atuações, o maior crédito neste sentido deve ir a Jack Black, que constrói o personagem mais complexo do filme de forma talentosa.

Sério, quase tive uma convulsão. Por favor, te mata.

Black encarna o personagem de forma consciente e comedida.

Só falta tu me dizeres que Jim Carrey é comedido também. Porque, se não são irmãos, são primos.

E, finalmente, chegamos ao grande astro do filme: Kong. Talvez tenha me enganado ao colocar Carl Denham como o personagem mais complexo da produção, pois Kong é, provavelmente, mais bem desenvolvido do que qualquer outro. Em um realismo digital poucas vezes antes visto, inclusive com cicatrizes e marcas no rosto, Kong representa mais do que um monstro, mas uma criatura com sentimentos, que passa por diversas mudanças ao longo da história. E o impressionante é que tudo isso consegue ser transmitido através do olhar do animal, em uma conquista maravilhosa da equipe de efeitos especiais.

Beleza, mas isso é o mínimo esperado. Ou alguém achou que os efeitos seriam os mesmos do filme de 1933? E desde quando 'ótimos efeitos especiais' é argumento para que algum filme seja bom (ao menos para alguém com mais de 13 anos)?

Esta vitória de Peter Jackson na direção consegue, inclusive, eclipsar alguns pontos no qual o filme poderia sair prejudicado, especialmente no que tange ao roteiro. Além do já comentado primeiro ato prolixo, King Kong possui uma trama clichê, sem nenhuma surpresa (mesmo para que não conhece a história), diálogos apenas corretos e personagens rasos (ainda que, como já comentei, seja oferecido o suficiente para o espectador se preocupar com eles). E algumas perguntas ficam no ar: como Kong foi transportado da ilha até Nova York naquele navio? Ou de onde Carl Denham tirou o mapa para a ilha?

Porra, tu só podes ter bebido algo muito forte. Estás dizendo que os efeitos especiais eclipsam o roteiro lamentável? Acho que então tu ficaste a olhar para o sol e te cegaste, pois não vês o mais evidente: o roteiro é um lixo e faz com que a produção seja absolutamente gratuita.
Ah, tu só citaste as perguntas mais óbvias. Como estas, poderiam ser feitas centenas. Uma delas é: como havia dinossauros nessa ilha?

E antes que alguém venha comentar sobre a inverossimilhança de algumas cenas, rebato com este argumento: quem vai assistir um filme sobre um gorila de oito metros que mora em uma ilha jamais visitada pelo homem junto a alguns dinossauros não pode esperar realismo.

Argumento horrível. Verossimilhança nada tem a ver com realismo. Isso é algo que tu deverias aprender, está disponível em obras desde 'A Poética' de Aristóteles até qualquer livro bom sobre roteiro cinematográfico ou criação literária. Se tu quiseres, indico alguns.

O fato é que King Kong não é um filme perfeito. Talvez esteja longe disso.

Bah, tu mesmo mostraste um milhão de argumentos para que o filme seja ruim: o roteiro não presta, os atores deixam muito a desejar, as relações entre os personagens são frívolas, há 1 hora de filme inteiramente desnecessária...
Se, depois disso, tu dissesses que o filme é perfeito, eu mandaria a polícia te buscar agora.

Mas é, indubitavelmente, um exemplar quase irrepreensível do gênero ação/aventura.

O que equivalente a ser um excelente filme pornô. Aliás, a semelhança entre este King Kong e um filme pornô é gigantesca (no bom sentido, é claro): basicamente, há péssimos atores em ação o tempo todo - sem saber por que razão. O importante é a correria. Depois de um clímax, já começa tudo rápido demais, sem sequer ser possível curtir a função de forma plena. Depois de tanto vaivém, fica a sensação de que de fato não havia história a ser contada.

King Kong é uma obra divertida, emocionante e grandiosa. Ou seja, tudo aquilo que o cinema sempre buscou ser.

Só um pouquinho: o cinema, como qualquer coisa com pretensão artística, busca sempre fazer pensar - e disso o tal King Kong passa longe. Ao contrário, é um filme dedicado a um público destituído de qualquer inteligência (posso apostar que, nas planilhas dos executivos do estúdio, está marcado: 'público-alvo principal: crianças americanas de até 13 anos'). Pois isso é o que mais me irrita no filme, essa total subestimação da inteligência das pessoas. Ao que me consta, os que a têm percebem isso e indignam-se.

3:31 PM  
Blogger Pree said...

QUEM É ESSE ROSPY? ALGUM AMIGO TEU QUE TB É CRICRI COMO O ED?

PIOR É QUE EU ADOREI ESSES ARGUMENTOS, ELE É ÓTIMO DZÚNIOR!

BEIJOCAS PREE, OPS, WONDER PREE!

12:18 PM  

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